escolho o caos... desperto em cima da hora... Já cansada... malfadada... desalmada... enamorada de um dia assim... cheio e moribundo... envolto em caos... eu busco sonho, busco você... acendo velas... remexo gaveta, panela... cai a chuva quente... torrente de pó... me encontro... nesse reflexo convexo que eu não reconheço... amo... amo só.
qual menina que sente tristeza... e transborda beleza... assim diz o poeta... dança sem ritmo... reluz sanha... marca o passo... vomita gana... flutua na pena... na rima... no salto... na mira... no palco... no ato. só é belo se for triste... só é triste se for só... só é só se for único... só é único se existir... só existe se viver... só se vive se sonhar... só se sonha se acreditar... só acredita se tem fé. tenho fé... sonho... gana... paixão... vida... amor. tanto amor que às vezes dói.
é nos pedaços secretos que me saltam aos lábios mudos... onde a pele entende a saudade que o meu olhar revela... palpita o peito onde mora o nada manso aperto... desvenda as palavras que carregam a ilusão que damos a elas... discursa o sopro ininterrupto e mudo de quando se ama... de quando se perde os ponteiros acelerados nos braços do amor... arranha no fio do pelo cada poro aberto... marcado e só... sem dó... como se o carinho fosse parte intrínseca do vento que sopra mudo e torto... sem rumo... de encontro ao pó.
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